Um grupo de estudos semanal para quem está começando a clínica — ou querendo recomeçá-la com base científica. Supervisão, role play, análise funcional e construção de casos clínicos. Aberto a todas as orientações teóricas.
A Psicologia Baseada em Processos (PBT), proposta por Steven Hayes e Stefan Hofmann, representa uma mudança de paradigma: em vez de perguntar "qual protocolo aplico para este diagnóstico?", perguntamos "quais processos estão mantendo o sofrimento desta pessoa — e como movê-los?"
Essa pergunta não pertence a nenhuma escola. Psicanalistas, humanistas, comportamentais e cognitivistas têm contribuições legítimas para respondê-la. O que a PBE exige não é abandonar sua teoria — é submetê-la ao crivo da evidência e da análise funcional.
Por isso este grupo é aberto a todas as orientações teóricas. Você não precisa "se converter". Precisa apenas de honestidade intelectual e disposição para perguntar: o que estou fazendo está funcionando — e como eu sei?
"Antes de ensinar a ponte para as PBEs, eu atravessei essa ponte — como paciente e como terapeuta."
São sete anos do outro lado do divã. Fiz tratamento para insônia e relacionamentos com a TCC. Me submeti a um processo humanista com um psicodramatista. Passei por uma análise com uma psicoterapeuta de orientação analítica. Hoje faço terapia com um terapeuta ACT. Cada abordagem me ensinou algo — e me mostrou, na pele, o que os fatores comuns significam: a diferença entre uma técnica aplicada friamente e um encontro humano genuíno.
Como terapeuta, comecei na psicanálise. A profundidade da escuta me formou — e eu a carrego até hoje. Mas em algum momento fiz a pergunta que este grupo inteiro existe para fazer: o que estou fazendo está realmente ajudando — e como eu sei? A resposta me levou à Prática Baseada em Evidências. Não foi uma conversão. Foi uma integração: a profundidade da psicanálise, a presença do humanismo e o rigor da ciência comportamental.
Sei exatamente o que é estar no meio dessa transição — as dúvidas, o medo de "trair" a teoria de origem, a sensação de começar de novo. E sei que do outro lado existe uma clínica mais honesta, mais eficaz e, paradoxalmente, mais livre. É essa travessia que quero facilitar para você.
01
Supervisão de casos
Discussão de casos reais (seus ou construídos em grupo), com sigilo e método. Você aprende vendo como outros pensam — e tendo seu raciocínio clínico desafiado com respeito.
02
Competências e habilidades terapêuticas
Validação, escuta ativa, manejo de silêncios, perguntas que abrem perspectiva, aliança terapêutica. As habilidades que nenhuma teoria substitui — treinadas com role play e feedback direto.
03
Análise funcional com o metamodelo da PBT
O Extended Evolutionary Meta-Model (EEMM) de Hayes e Hofmann como ferramenta de formulação de caso: variação, seleção e retenção de processos nos níveis cognitivo, afetivo, atencional, motivacional, comportamental e social.
04
Aprendizado baseado em evidências
Leituras semanais comentadas — textos fundamentais da PBE e da PBT, lidos com olhar crítico. Não para decorar autores, mas para formar critério: saber por que algo funciona e quando não usar.
Encontros semanais e presenciais de 1h30, em Pelotas. Cada módulo combina leitura prévia, discussão teórica e prática (role play ou caso clínico). O ciclo completo tem 12 encontros.
Valores, dias e horários da próxima turma: entre em contato pelo WhatsApp. Vagas limitadas por turma.
Se você quer entrar na clínica com mais segurança — ou trazer ciência para a clínica que já tem — este grupo foi feito para você.