Ciência com Sensibilidade

Uma terapia que
respeita quem
você quer ser.

Aqui você não fica só falando enquanto alguém ouve em silêncio — minha presença é real. Trabalhamos juntos — com perguntas que abrem perspectiva, técnicas concretas e um caminho claro para chegar onde você quer. Presencial em Pelotas ou online.

5.0 · 30 avaliações no Google Ver todas
Graduação
Psicologia · UFPEL
Especialização
PBE · InPBE
Especialização
TCC · PUC-RS
Atendimento
Presencial & Online
Ciência com Sensibilidade · Orientado por Valores · ACT · TCC · PBE · Pelotas & Online · CRP 07/40404 · Ciência com Sensibilidade · Orientado por Valores · ACT · TCC · PBE · Pelotas & Online · CRP 07/40404
Talvez você esteja aqui porque…

Talvez você chegou até aqui
por um desses motivos.

Por fora parece que está tudo bem. Por dentro, tem algo que incomoda — e você não consegue explicar direito o que é.

Você se critica muito. Sabe que cobra demais de si mesmo. Mas não consegue parar — mesmo querendo.

Você sabe exatamente o que precisaria fazer. Mas chega a hora — e não faz. Isso acontece sempre, e está te cansando.

Seus relacionamentos sempre terminam ou travam no mesmo ponto. Você já começou a achar que o problema é você.

Você está carregando muita coisa sozinho há tempo demais. E está cansado de dizer que está bem quando não está.

Algo aconteceu na sua vida — ou está acontecendo — e você precisava de alguém para conversar sem ser julgado.

"Se você se reconheceu em qualquer uma dessas frases — isso já é motivo suficiente para começar."

Quero conversar com um psicólogo →

Não precisa saber explicar direito o que está sentindo. Pode chegar como está.

Ainda não tem certeza?

Uma atividade gratuita que ajuda você a entender o que quer mudar · ~5 minutos

O que as pessoas trazem

Com o que você
está lidando?

Clique no que mais parece com o que você está vivendo. Pode selecionar mais de um — no final, você me envia direto pelo WhatsApp.

🌫
Perdi o sentido do que estou fazendo
O trabalho, as relações ou a vida que tenho já não representam quem eu sou — ou quem quero ser.
😰
Sei o que quero — mas algo me trava
Apresentar um TCC, mudar de carreira, entrar ou sair de um relacionamento. Sei onde quero chegar. A ansiedade ou o medo não deixam.
🔄
Um vício que está destruindo algo
Álcool, cocaína, cigarro, maconha, pornografia, apostas, jogos online, procrastinação. Sei que está prejudicando — e não consigo parar.
🔀
Uma decisão no limite
Uma escolha difícil que já está no limite — sair de um relacionamento, mudar de carreira, abrir mão de algo seguro por um sonho.
💔
Problemas com alguém que amo
Conflitos que se repetem, dificuldade de escutar ou ser escutado, perda da confiança ou da admiração em um relacionamento importante.
🌊
Momento de extrema fragilidade
Trauma, pensamentos suicidas, luto, mudança repentina de vida. Algo abalou o chão — e preciso de apoio.
🧠
Diagnóstico recente
Bipolaridade, TDAH, Autismo, TOC, Fobia, Burnout. Recebi o diagnóstico e preciso entender o que isso significa na prática.
🏆
Quero alta performance
Vestibular, concurso público, esporte amador ou profissional, carreira. Quero estar no meu melhor — mental e comportamentalmente.
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Serviços

O que ofereço e como
trabalho.

Cada atendimento parte de onde você está — não de onde eu acho que você deveria estar. Com ou sem diagnóstico, em crise ou simplesmente querendo viver melhor.

01
Psicoterapia Individual

Você me conta o que está difícil. A gente entende juntos o que está no caminho. E trabalhamos para mudar isso — com técnicas que a ciência mostra que funcionam, no seu ritmo.

Duração: 1 hora
02
Terapia de Casais

Para casais que brigam pelas mesmas coisas de sempre — ou que foram se distanciando sem perceber. A terapia ajuda vocês a se entenderem de verdade e a construírem algo melhor juntos.

Até 1h 30min
03
Avaliação Psicológica

Uma investigação detalhada para entender como sua mente funciona. Útil para quem suspeita de TDAH, autismo ou outros diagnósticos — e para quem precisa de laudo para concursos ou outros fins.

Duração: 1h 30min
04
Palestras & Workshops

Palestras e workshops sobre saúde mental para equipes. O conteúdo é baseado em ciência — e saem da teoria. As pessoas saem com ferramentas que conseguem usar no dia seguinte.

Formato sob consulta
Por que as pessoas vêm até aqui

Você não precisa ter
um diagnóstico para
merecer ajuda.

"Se o medo, a ansiedade ou a dúvida não estivessem no caminho — o que você estaria fazendo com sua vida?"

Essa é a pergunta que orienta todo o meu trabalho. Não "como eliminar a ansiedade" — mas o que você quer fazer com a sua vida quando ela não te paralisa mais. A diferença parece pequena. Na prática, muda tudo.

Na ACT, valores não são metas a alcançar — são direções para caminhar. Pai presente. Profissional íntegro. Pessoa corajosa. Você não chega lá e para. Você caminha nessa direção todos os dias — mesmo quando é difícil, mesmo quando a mente diz que não vale a pena.

A maioria das pessoas que me procura não tem diagnóstico. Elas têm uma vida que não está indo do jeito que queriam — e não sabem bem como mudar isso. Isso é motivo mais que suficiente para fazer psicoterapia.
Melhorar relacionamentos
Comunicar melhor, criar vínculos mais saudáveis e romper padrões que sabotam suas relações.
Ser um pai ou mãe mais presente
Estar mais presente, reagir com menos impulsividade e construir a relação que você quer ter com seus filhos.
Melhorar o relacionamento amoroso
Sair do ciclo de conflitos que se repetem, reconectar com o parceiro e construir uma relação mais profunda e honesta.
Ser mais calmo(a)
Desenvolver regulação emocional real — não apenas suprimir, mas responder de forma mais intencional ao que a vida apresenta.
Passar em uma prova
Superar ansiedade de desempenho, procrastinação e crenças que sabotam seu potencial nos momentos decisivos.
Aprender a dizer não
Construir limites saudáveis sem culpa — alinhados com o que realmente importa para você, não com o medo de desagradar.
Alta performance
Para atletas e profissionais que querem extrair o melhor de si com consistência, saúde mental e propósito.
Estudar melhor
Desenvolver foco, disciplina e motivação genuína — transformando o estudo em algo sustentável e não sofrido.
Cultivar saúde emocional
Reduzir autocobrança, fortalecer autoestima e construir uma relação mais gentil e honesta consigo mesmo(a).
Seja qual for o motivo que te trouxe até aqui:

O atendimento será baseado em técnicas validadas pela ciência, respeitando seus valores e crenças, de forma totalmente individualizada — porque nenhuma história é igual à outra, e nenhum tratamento deveria ser.

Giovânni Costa
Com quem você vai falar

Giovânni Lima
Valle da Costa.

Já passei pelo inferno psicológico — e saí vivo. Carreguei de perto a autoestima destruída, a ansiedade, a depressão, os vícios, os relacionamentos que não funcionavam, o corpo que eu não aceitava. Não foi abstrato. Foi minha vida.

Antes de me tornar terapeuta, precisei me tornar pessoa. Aprendi a me comunicar com calma, a ouvir para entender e não para julgar, a colocar limites sem culpa, a arriscar mesmo com medo. Depois disso, as teorias e as técnicas se tornaram instrumentos para encurtar os caminhos dos outros.

Uso técnicas com respaldo científico — ACT e TCC são as principais — não como receitas prontas, mas como ferramentas adaptadas para o que você precisa. Construí uma vida com sentido com a ajuda da ciência e da sensibilidade humana. Quero proporcionar o mesmo.

Atuo em consultório particular e na Clínica Vínculos, em Pelotas-RS, e online para todo o Brasil.

ACT · Valores Vínculo autêntico Caloroso Baseado em evidências Experiência vivida

De onde vem esse olhar

Por trás de cada sessão há anos de estudo em instituições de referência — UFPel, PUC-RS, InPBE, Fiocruz, Wainer e mais. Cada especialização foi uma pergunta que me fiz sobre como servir melhor a quem confia em mim.

Passo a passo

O que acontece
quando você marca?

Muita gente chega sem saber exatamente o que dizer — ou sem ter certeza se "o problema é grave o suficiente". Não precisa ter certeza de nada. Abaixo está o passo a passo do que acontece a partir do momento que você entra em contato.

01
Você entra em contato

Pelo WhatsApp ou pela agenda online — você escolhe o dia e horário. Antes da primeira sessão, envio dois formulários rápidos (menos de 10 minutos). Não precisa explicar nada além disso ainda.

02
A gente define o que você quer mudar

Na primeira sessão, conversamos sobre o que te trouxe até aqui e o que você quer que seja diferente na sua vida. Não precisa ter uma resposta perfeita — a conversa ajuda a clarear.

03
Sessões com direção

Não fico só ouvindo em silêncio. Faço perguntas, aponto coisas que você talvez não esteja vendo, sugiro exercícios práticos. Cada sessão tem um propósito claro.

04
Acompanhamento real do progresso

A cada sessão, verificamos o que está mudando. Você consegue ver, de forma concreta, que está evoluindo. Se algo não está funcionando, ajustamos — sem esperar meses para perceber.

05
Você pode falar qualquer coisa

Se algo não fez sentido, se você discordou de algo que eu disse, se achou a sessão estranha — pode falar. Terapia boa precisa de honestidade dos dois lados.

06
Exercícios para o dia a dia

Às vezes vou sugerir algo para você experimentar na semana — uma observação, uma conversa, um exercício prático. A mudança não acontece só na sessão. Ela acontece na sua vida.

07
A terapia tem um fim

Quando você alcançar o que veio buscar — e, se estiver bom pra você — a terapia termina. Não ficamos em terapia para sempre. O objetivo é você não precisar mais de mim.

08
Encaminhamentos quando necessário

Se perceber que você precisa de um psiquiatra, de outro especialista ou de um recurso que não sou eu, te digo claramente e ajudo a encontrar o caminho certo.

Por que isso importa

Escolhi a ciência
porque respeito você.

Já trabalhei de outras formas. Com o tempo, fiz a pergunta que todo terapeuta deveria fazer: o que estou fazendo está realmente ajudando? A resposta me levou à Prática Baseada em Evidências — que é exatamente o que o nome diz: usar só o que as pesquisas mostram que funciona, não o que parece bonito na teoria. Quem me confia tempo, dinheiro e vulnerabilidade merece isso.

01

Você vai notar a diferença — não só sentir vagamente que "está melhor". A gente mede o progresso junto, sessão a sessão. Você sempre sabe onde está no processo.

Na prática

Usamos escalas validadas — como o GAD-7 para ansiedade ou o PHQ-9 para humor — aplicadas periodicamente. Se você chegou com ansiedade intensa, em algumas sessões já é possível ver, em números, o quanto mudou. Não só "estou me sentindo um pouco melhor" — mas dados que mostram exatamente onde o tratamento está funcionando.

02

Desde a primeira sessão, definimos o que você quer mudar e uma estimativa de quantas sessões vai precisar. A terapia não dura para sempre — ela termina quando o objetivo foi alcançado.

Na prática

Na primeira sessão, definimos um objetivo concreto e estimamos a duração do tratamento. "Quero conseguir falar em público sem travar" vira um critério mensurável de alta. Quando você chegar lá, se estiver bom pra você, encerramos. A terapia não cria dependência — cria autonomia.

03

Técnicas para continuar fazendo o que importa para você — mesmo quando a ansiedade, o medo ou a tristeza aparecem. Porque eles vão aparecer. A diferença é o que você faz quando isso acontece.

Exemplo concreto

Imagine que você tem medo de avião e precisa viajar para ver alguém que ama. A meta não é eliminar o medo — é aprender a embarcar mesmo com o coração acelerado, porque a viagem importa. Isso é o que a psicologia chama de agir com flexibilidade: continuar fazendo o que importa mesmo com desconforto. A ciência mostra que isso funciona melhor do que tentar suprimir emoções.

04

Não existe uma receita que serve para todo mundo. O que funciona para você depende de quem você é, do que já viveu e do que quer construir. O tratamento é feito sob medida — não copiado de um manual.

Na prática

Se você é religioso, seus valores espirituais entram no tratamento. Se é atleta, usamos a linguagem do esporte. Se sua cultura familiar tem padrões específicos de comunicação, respeitamos isso. Não existe terapia igual para dois pacientes — o que existe é um método rigoroso aplicado de forma completamente individualizada.

05

Acompanhamos o que está mudando a cada sessão. Se algo não está funcionando, ajustamos rapidamente — não ficamos meses fazendo a mesma coisa e esperando um resultado diferente.

Na prática

A cada sessão, avaliamos indicadores do seu funcionamento. Se por algumas sessões seguidas nada muda, revisamos o que estamos trabalhando — talvez o problema que identificamos não era o problema real. A maioria das terapias nunca faz isso. Aqui, estagnação não é "processo" — é sinal de ajuste necessário.

06

Só uso técnicas que já foram testadas e aprovadas em pesquisas. Nada experimental sem base científica. Cada coisa que fazemos juntos tem um motivo claro — e eu consigo te explicar.

Por que isso importa

Algumas abordagens populares não têm evidência de eficácia — e algumas têm evidência de dano em certos contextos. Exposição sem estrutura adequada, técnicas de confronto em trauma precoce, catarse emocional sem regulação: podem piorar. PBE significa que só uso o que foi testado com populações parecidas com a sua — e cujos riscos são conhecidos.

Dúvidas frequentes

Perguntas que
muita gente tem.

Se você está pensando em dar o primeiro passo e ainda tem dúvidas, essa seção é para você. Não existe pergunta pequena demais — especialmente quando o assunto é cuidar de si mesmo.

Sobre o processo
Se algo na sua vida está te incomodando — um relacionamento difícil, a sensação de estar travado, muita cobrança interna, tristeza que não passa — isso já é motivo suficiente. Você não precisa ter um diagnóstico ou estar em crise para buscar ajuda.
Depende do que você quer mudar. Para questões mais específicas, 12 a 20 sessões costumam ser suficientes. Para situações mais complexas, pode levar mais tempo. O que garanto: desde o início você sabe qual é o objetivo e consegue ver o progresso. A terapia tem um fim — não fica aberta para sempre.
A primeira sessão é um espaço para nos conhecermos. Vou te perguntar sobre o que te trouxe, um pouco da sua história e o que você espera da terapia. Não existe roteiro certo — você pode chegar sem saber exatamente o que dizer. Meu papel é criar o espaço; o seu é simplesmente aparecer. Ao final, avaliamos juntos se faz sentido trabalharmos.
Sim, atendo online para todo o Brasil. A pesquisa científica mostra que a psicoterapia online é tão eficaz quanto o presencial para a grande maioria das condições. O que muda é a logística — o espaço terapêutico, o sigilo e a qualidade do trabalho permanecem os mesmos.
Sobre o profissional
Sou direto, mas calmo. Não fico em silêncio enquanto você fala — faço perguntas, sugiro exercícios, trago perspectivas que você talvez não esteja vendo. Uso técnicas com comprovação científica — TCC e ACT são as principais — adaptadas para a sua situação. Comecei como psicanalista, o que me ensinou a ouvir com profundidade. Mas aprendi que escuta sem direção não leva a lugar nenhum. Ofereço os dois: presença genuína e movimento real.
Não. Atendo adolescentes e adultos. Se precisar de indicação de psicólogo para crianças, posso te ajudar a encontrar alguém adequado.
Aspectos práticos
Você pode agendar diretamente pela agenda online — escolhe o horário que funciona para você, sem precisar esperar retorno. Ou, se preferir conversar antes, pode me chamar pelo WhatsApp. Após o agendamento, envio dois formulários breves para preenchermos antes da primeira sessão.
Os honorários são disponibilizados de forma transparente em uma página dedicada, junto com a explicação do que está incluído nesse investimento.

Não trabalho com convênios — atendo de forma particular. Isso garante total autonomia no tratamento: escolhemos juntos a frequência, a duração e o ritmo adequados para você — sem as limitações impostas pelos planos. Emito recibo para reembolso em planos que ofereçam essa opção.
Sem problemas — peço apenas aviso com pelo menos 24 horas de antecedência para que possamos reagendar ou liberar o horário. Imprevistos acontecem e são tratados com compreensão.
Dúvidas emocionais
Essa é uma das perguntas mais honestas que alguém pode fazer — e merece uma resposta igualmente honesta. Nem toda terapia é igual. Abordagem, personalidade do terapeuta, momento de vida, objetivos — tudo isso importa. Se a terapia anterior foi muito silenciosa, sem direção ou sem mudança visível, pode ser que a abordagem não era adequada para você ou para aquele momento. Meu trabalho é ativo, orientado por objetivos concretos e com monitoramento de progresso. Se não estiver funcionando, dizemos isso — e ajustamos ou encaminhamos. Você nunca ficará meses sem saber se está evoluindo.
Completamente normal — e honesto. A maioria das pessoas chega na primeira sessão com essa sensação. Você não precisa chegar preparado. Não existe resposta certa, assunto proibido ou forma errada de falar. Meu papel é criar um espaço onde as palavras aparecem naturalmente — no seu tempo.
Não. Isso é uma das coisas que mais impede as pessoas de pedir ajuda. Sentir que algo não está bem, querer melhorar um relacionamento, ou simplesmente querer se entender melhor — tudo isso é motivo suficiente. Você não precisa estar em crise.
É uma forma de trabalhar que vai além de "parar de sentir ansiedade" ou "parar de pensar nisso". A pergunta central é: o que você quer que a sua vida seja? Que tipo de pai, parceiro, profissional ou pessoa você quer ser? A partir disso, trabalhamos para que você consiga agir em direção a isso — mesmo quando está ansioso, com medo ou sem motivação. É diferente de tentar eliminar o que está incomodando. E funciona melhor.
Sim — o sigilo profissional é um dever ético e legal, garantido pelo Código de Ética do CFP. Tudo o que é dito nas sessões fica entre nós. As únicas exceções previstas em lei são situações de risco iminente à vida — e mesmo nesses casos, agimos com o menor impacto possível à sua privacidade.
Experiências reais

O que muda quando a
terapia funciona.

Às vezes o que convence não é um argumento — é reconhecer a própria história na experiência de outra pessoa. O que você vai ler não é sobre cura mágica. É sobre pessoas que começaram a se mover na direção do que importava para elas.

Para quem já tentou antes e desistiu

"Eu já tinha feito psicoterapia antes e nunca tinha me dado certo com um terapeuta — eles geralmente eram muito silenciosos. Gostei que tu sabe alternar entre ouvir e falar."

Para quem acha que "não é pra mim"

"Eu não achava que psicoterapia era pra mim. Mas quando vi que tu é bem parecido comigo — gosta de academia, pratica esportes diferentes, lê livros de filosofia — me identifiquei e resolvi tentar."

Para quem precisa de um empurrão

"Na verdade foi um amigo que me incentivou a vir — porque ele também era resistente à psicoterapia, veio e ajudou muito. Então decidi tentar."

Curiosidade

Quer entender como é a psicoterapia na prática comigo?

Veja diálogos reais de sessão — ansiedade, relacionamentos, insegurança, regulação emocional e mais — com a explicação de como e por que cada intervenção funciona.

Ver a terapia em ação →
Avaliações

O que dizem
quem já foi atendido.

5,0  / 5
30 avaliações · Google
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A
Alinne Villanova

Encontrei neste psicólogo um espaço de muita tranquilidade e acolhimento. Com muita paciência e sem nunca ultrapassar meus limites, ele me ajudou a superar um trauma e a ressignificar sentimentos que me faziam muito mal. Hoje me sinto muito mais capaz de lidar com minhas emoções. Se você procura alguém ético e verdadeiramente empático, ele é o profissional certo.

R
Rita Martins

Escuta ativa, sem julgamentos e orientações que me ajudaram muito. Me ajudou com as oscilações de humor durante meu tratamento da endometriose — fez total diferença para a estabilidade que tenho hoje. Recomendo muito!

W
Wesley Feijó

O atendimento do Giovânni é o melhor da cidade, sem dúvidas. Com as estratégias de pensamento que desenvolvi nos atendimentos, trouxe-as para meu dia e passei a reagir de forma diferente diante das situações. Só tenho a agradecer por tudo.

Artigos

Leia e entenda
o que está acontecendo.

Conteúdo de psicoeducação baseado em ciência — escrito para você entender o que acontece na sua mente e o que fazer com isso. Sem jargão, sem perder o rigor.

8 min de leitura
Por que tentar controlar seus pensamentos só piora as coisas
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Onde atuo

Onde também
atuo.

Além do consultório, tenho parcerias com instituições em Pelotas — cada uma em uma área diferente.

Vínculos Saúde Mental
Psicólogo referência · Casos graves
Vínculos
Saúde Mental

Centro especializado em psiquiatria e psicologia, com unidades em Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande. Atuo como psicólogo de referência para o manejo de casos complexos — transtornos graves, crises e situações que exigem integração entre psicologia e psiquiatria.

Pelotas · clinicavinculos.com.br
McDonald's Pelotas
Consultor psicológico · NR-1
McDonald's
Pelotas

Consultoria psicológica para gestão de saúde mental organizacional, incluindo adequação às normativas da NR-1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e suporte para lideranças e equipes operacionais.

Pelotas · RS
Clínica Biolight
Psicólogo clínico · Emagrecimento multidisciplinar
Clínica
Biolight

Referência desde 1999 em Pelotas no tratamento multidisciplinar para emagrecimento saudável. Atuo como psicólogo clínico integrando a equipe — porque mudança de comportamento alimentar é sempre também psicologia.

Pelotas · Since 1999
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Pronto para dar
o primeiro passo?

"Ciência com Sensibilidade"

"Construí uma vida com sentido com a ajuda da sensibilidade humana e da ciência.
Agora quero proporcionar o mesmo."

Não precisa ter certeza de que "o problema é grave o suficiente". Se algo na sua vida não está bem — isso já é razão suficiente. Atendimento presencial em Pelotas ou online para todo o Brasil.

A primeira sessão é para nos conhecermos. Você conta o que está acontecendo. A gente vê se faz sentido trabalharmos juntos.

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Instagram
Localização
Pelotas, RS
Registro
CRP 07/40404
Honorários
Serviço 01

Psicoterapia
Individual.

Uma terapia com começo, meio e fim — orientada por objetivos reais, pelo seu ritmo e pelos seus valores. Não pela intuição do terapeuta, mas pela ciência.

Transdiagnóstica,
baseada em processos.

A psicoterapia que ofereço não parte de um diagnóstico como rótulo fixo — parte dos processos psicológicos que estão mantendo o sofrimento. Ansiedade, depressão, dificuldades de relacionamento, autismo ou baixa performance: por trás de condições diferentes frequentemente existem os mesmos processos subjacentes. Isso é o que chamamos de abordagem transdiagnóstica baseada em processos.

Trabalho a partir das Terapias Comportamentais Contextuais (ACT, FAP, DBT) e da TCC de segunda e terceira geração, integrando técnicas validadas com sensibilidade clínica para o que é único em você. Para pessoas no espectro autista, o trabalho é adaptado às necessidades específicas de processamento e comunicação — sem tentar "normalizar", mas ajudando a viver de forma mais alinhada com os próprios valores.

ACT TCC FAP DBT Transdiagnóstico Baseado em processos Autismo (TEA)

A relação que
cura.

A pesquisa é clara: o vínculo terapêutico é um dos principais preditores de resultado em psicoterapia — independente da abordagem usada. Por isso, construir uma relação autêntica, calorosa e profunda não é um detalhe — é parte central do tratamento.

Isso significa presença genuína, honestidade e espaço para que você se sinta visto como pessoa — não como diagnóstico. Trago para a clínica algo que vai além da formação: a experiência de ter carregado minha própria história, de ter me sentido estranho ao mundo e de ter encontrado, pelo caminho mais longo, uma forma de viver que faz sentido. Essa familiaridade com o sofrimento não é autobiografia — é a base de uma escuta que reconhece o que está sendo dito antes mesmo das palavras.

O processo passo a passo.

01
Contato inicial & formulários

Você entra em contato via WhatsApp ou agenda diretamente. Antes da primeira sessão, envio dois formulários breves — um de histórico e um de objetivos. Eles já estruturam o início do nosso trabalho, e muitas pessoas relatam que preenchê-los é, por si só, um primeiro momento de clareza sobre o que estão buscando.

02
Sessão de triagem

Na primeira sessão, mapeamos claramente o que trouxe você até aqui, quais são seus objetivos concretos e o que você espera da terapia. Definimos juntos se vou ser o profissional mais adequado para o seu caso.

03
Formulação do caso & plano de tratamento

Com base nas informações coletadas, elaboro uma formulação clínica dos processos que mantêm o seu sofrimento. Isso vira um plano de tratamento com foco, objetivos e estimativa de duração — transparente para você.

04
Intervenção ativa orientada por valores

As sessões são estruturadas e ativas — não apenas uma conversa. A pergunta central que orienta cada sessão é sempre a mesma: o que você quer que sua vida seja, e o que está entre você e isso? Trabalhamos com técnicas específicas, tarefas entre sessões e exercícios voltados à construção de uma vida mais alinhada com o que realmente importa para você.

05
Monitoramento contínuo do progresso

Utilizo medidas validadas para acompanhar sua evolução sessão a sessão. Se algo não está funcionando, ajustamos. Você sempre sabe onde está no processo.

06
Alta planejada

A terapia tem um fim definido pelos objetivos alcançados, não pela dependência do paciente. Quando chegamos lá, planejamos a alta juntos — com consolidação dos ganhos e prevenção de recaídas.

Para quem é a psicoterapia?
Condições clínicas
Ansiedade, depressão, TOC, fobia, TEPT, bipolaridade, borderline, TDAH, autismo (TEA)
Desenvolvimento pessoal
Autoestima, relacionamentos, performance, autocobrança, transições de vida
Formato
Presencial em Pelotas ou online para todo o Brasil · Sessões de 1 hora
Pronto para começar?

A primeira sessão é um espaço para nos conhecermos e avaliarmos juntos se faz sentido trabalharmos. Não existe resposta certa, assunto errado ou forma certa de começar. Você pode chegar exatamente como está — sem preparação, sem roteiro. Sem compromisso além da honestidade.

Ver horários disponíveis → WhatsApp
Serviço 02

Avaliação
Psicológica.

Investigação criteriosa e humanizada com instrumentos validados. Mais do que um laudo — um mapa clínico que orienta as melhores decisões para o seu cuidado.

Clareza onde havia
dúvida.

A avaliação psicológica é um processo sistemático de investigação, utilizando testes e entrevistas clinicamente validados para compreender o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental de uma pessoa.

O resultado é um laudo técnico e detalhado — que pode confirmar ou descartar hipóteses diagnósticas, embasar solicitações médicas, apoiar processos jurídicos, concursos públicos ou simplesmente oferecer autoconhecimento aprofundado.

TDAH Autismo (TEA) Transtornos de humor Ansiedade Laudos para concursos Personalidade

Ciência como
bússola.

Utilizo baterias de testes com evidências de validade e precisão para a população brasileira. Entre os instrumentos aplicados estão escalas de atenção e funções executivas, testes de inteligência, escalas de humor e espectro autista, e a Bateria Fatorial da Personalidade (BFP).

Cada bateria é montada de forma individualizada, de acordo com a demanda e as hipóteses diagnósticas levantadas na entrevista inicial.

O processo passo a passo.

01
Entrevista de triagem

Sessão inicial para compreender a demanda, o histórico do paciente e a pergunta clínica que a avaliação deve responder. Definimos quais instrumentos serão utilizados e quantas sessões serão necessárias.

02
Aplicação dos testes

De 2 a 4 sessões de testagem, presenciais ou online, com duração de aproximadamente 1h30 cada. Os instrumentos são aplicados em ambiente acolhedor, sem pressão de tempo.

03
Análise e interpretação

Os resultados são analisados de forma integrada — não como dados isolados, mas como um retrato do funcionamento psicológico. Levo em conta o contexto de vida, a entrevista e os instrumentos aplicados.

04
Devolutiva

Sessão dedicada a apresentar os resultados de forma clara e humana. Você entende o que os dados significam, o que confirmam e quais encaminhamentos fazem sentido.

05
Laudo e encaminhamentos

Elaboração do laudo psicológico conforme as normas do CFP, com linguagem técnica apropriada para uso clínico, jurídico ou educacional. Quando indicado, realizo encaminhamentos para outros profissionais.

Para quem é a avaliação?
Investigação clínica
TDAH, TEA, Transtorno Bipolar, depressão, ansiedade, transtornos de personalidade
Demandas específicas
Concursos públicos, processos jurídicos, solicitações médicas, ingresso em instituições
Formato
Presencial em Pelotas ou online · Duração total: 3 a 6 sessões
Tire suas dúvidas.

Cada avaliação é montada sob medida. Entre em contato para entender qual é o processo mais adequado para a sua demanda.

Falar pelo WhatsApp → Agendar consulta
Serviço 03

Palestras & Workshops
para Empresas.

Saúde mental organizacional com o rigor da ciência e a aplicação imediata da prática. Baseado no modelo ACT Matrix — uma das ferramentas mais eficazes para times e lideranças.

ACT Matrix:
clareza em ação.

O ACT Matrix (Kevin Polk & Jerold Hambright) é uma ferramenta visual derivada da Acceptance and Commitment Therapy que ajuda times e indivíduos a distinguirem comportamentos que se afastam ou aproximam do que realmente importa.

No contexto organizacional, isso significa: clareza de valores da equipe, redução de comportamentos rígidos movidos por evitação (medo, perfeccionismo, procrastinação) e aumento do engajamento orientado por propósito.

É uma abordagem que não precisa de diagnóstico, não estigmatiza e funciona tanto com lideranças quanto com equipes operacionais.

ACT Matrix Saúde mental no trabalho Liderança Engajamento Valores organizacionais PBE

Além do
motivacional.

A maioria das palestras de saúde mental corporativa oferece informação ou inspiração — mas pouco comportamento concreto e duradouro. O modelo ACT Matrix é diferente: é uma ferramenta que os participantes levam consigo e conseguem usar sozinhos após o workshop.

Não é sobre gerenciar sintomas. É sobre construir times que agem com clareza, mesmo diante de incerteza, pressão e conflito.

Todos os formatos são baseados em evidências e adaptados à realidade e à cultura da sua organização.

Como podemos trabalhar juntos.

01
Palestra (1h – 2h)

Apresentação expositiva e interativa sobre um tema de saúde mental aplicado ao contexto organizacional. Ideal para eventos internos, semanas de bem-estar (SIPAT), conferências e datas comemorativas. Temas incluem: ansiedade no trabalho, burnout, liderança baseada em valores, regulação emocional e saúde psicológica de equipes.

02
Workshop ACT Matrix (3h – 8h)

Formato vivencial e prático com o modelo ACT Matrix. Os participantes aprendem a usar a ferramenta para mapear seus comportamentos, identificar o que os afasta dos valores e construir respostas mais funcionais. Pode ser aplicado com equipes inteiras ou grupos de liderança.

03
Programa de saúde mental (multilhes)

Programa estruturado em múltiplos encontros, com diagnóstico inicial da equipe, intervenções modulares e acompanhamento de resultados. Ideal para organizações que querem construir uma cultura de saúde psicológica de forma consistente e mensurável.

04
Consultoria para RH e lideranças

Sessões de consultoria para gestores e equipes de RH sobre como identificar e lidar com sofrimento psicológico no ambiente de trabalho, criar uma cultura de cuidado e estabelecer protocolos de encaminhamento adequados.

O que sua empresa ganha.
Fundamentação
100% baseado em evidências científicas — não em motivação ou autoajuda
Aplicabilidade
Ferramentas que os colaboradores usam no dia a dia, sem depender de um especialista
Formato
Presencial (Pelotas e região) ou online para qualquer lugar do Brasil
Vamos conversar?

Cada proposta é personalizada para a realidade da sua organização. Entre em contato para entender o formato mais adequado e receber uma proposta.

Solicitar proposta →
Giovânni Costa · CRP 07/40404

Uma trajetória
construída em perguntas.

Cada formação aqui não foi escolha de currículo — foi resposta a uma dúvida clínica real. Como ajudar melhor? O que a ciência diz sobre isso? Quem são os maiores especialistas nessa área? Esse é o fio que une toda essa trajetória.

"Não estudei para acumular títulos. Estudei porque cada paciente que chegou até mim merecia que eu soubesse mais do que sabia antes."

A formação em psicologia pela UFPel foi o começo — mas logo ficou claro que a graduação era só a base. Cada especialização veio de uma necessidade real: entender melhor transtornos de humor para acompanhar quem tem bipolaridade, aprofundar em terapias contextuais para trabalhar com quem sofre em silêncio, aprender a falar de suicídio sem medo para poder salvar vidas. Cada certificado representa uma pessoa — ou muitas — que me fez querer saber mais.

As raízes.

🎓
Graduação em Psicologia

Universidade Federal de Pelotas (UFPel) — formação generalista com ênfase em psicologia clínica, base científica e humanista que orienta tudo o que vem depois.

O aprofundamento
que faz a diferença.

01
Prática Baseada em Evidências em Psicologia Clínica

Instituto de Psicologia Baseada em Evidência (InPBE) — A especialização que mudou minha forma de pensar a clínica. Não basta uma técnica funcionar na teoria — ela precisa funcionar com esse paciente, nesse momento, com essa cultura. PBE é o compromisso com o melhor tratamento disponível, sempre.

02
Terapia Cognitivo-Comportamental

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) — Uma das abordagens com maior suporte empírico da psicologia clínica. A TCC me deu estrutura para trabalhar com precisão — identificar padrões, intervir nos processos certos, medir resultados.

03
Transtornos do Humor

Instituto de Transtornos do Humor — Dr. Renato Silva (ITH) — Formação com o maior especialista em Transtorno Bipolar do Brasil. Porque transtornos de humor mal compreendidos são uma das causas mais silenciosas de sofrimento crônico — e quem os tem merece um profissional que entende a fundo.

04
Terapias Comportamentais-Contextuais

Grupo Wainer (WAINER Psicologia) — ACT, FAP, DBT e outras abordagens de terceira geração. São as terapias que colocam valores, aceitação e flexibilidade psicológica no centro — porque mudar comportamentos sem mudar a relação com a própria vida não é suficiente.

O cuidado
com quem é específico.

Algumas populações exigem conhecimento especializado. Adolescentes em crise, homens que nunca aprenderam a pedir ajuda, mulheres atravessando transições difíceis, famílias em risco — cada um desses cursos foi uma escolha de cuidado.

Fiocruz
Saúde Mental e Atenção Psicossocial de Adolescentes e Jovens
Fundação Oswaldo Cruz
UFSC
Prevenção ao Suicídio
Universidade Federal de Santa Catarina
UFSC
Paternidade e Cuidado
Universidade Federal de Santa Catarina
UFSC
Prevenção e Cuidados às Doenças Prevalentes em Homens
Universidade Federal de Santa Catarina
UFMG
Cuidado à Saúde Integral da Mulher
Universidade Federal de Minas Gerais
Tudo isso para uma coisa só.

Toda essa trajetória converge em uma única direção: oferecer o melhor cuidado possível para quem confia em mim. Com calma. Com calor humano. Com rigor científico. E com total respeito por quem você é e por onde quer chegar.

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Como eu trabalho

A psicoterapia
na prática.

Não existe forma melhor de entender uma terapia do que vê-la em ação. Aqui você encontra diálogos reais de sessão — situações comuns, com intervenções concretas — e a explicação de como e por que cada uma funciona.

Ansiedade e
pensamentos intrusivos.

"Minha cabeça não para. Fico pensando em coisas ruins que podem acontecer — e sei que provavelmente não vão acontecer, mas mesmo assim fico travado."

Esse padrão é um dos mais comuns na clínica. O problema não é a presença dos pensamentos ansiosos — é a relação que a pessoa tem com eles: luta, tenta suprimir, obedece.

Fragmento de sessão
Como funciona

Essa intervenção usa defusão cognitiva da ACT — o objetivo não é eliminar o pensamento ansioso, mas criar distância entre a pessoa e o conteúdo mental. Em vez de questionar se o pensamento é verdadeiro (o que mantém a ruminação), trabalhamos a relação com ele. A metáfora da TV ajuda a tornar isso concreto e acessível.

Por que funciona

A tentativa de suprimir ou refutar pensamentos ansiosos tende a aumentá-los — fenômeno bem documentado na pesquisa cognitiva (efeito irônico de Wegner). A defusão interrompe esse ciclo. Estudos em ACT mostram que a defusão reduz a credibilidade e o impacto emocional dos pensamentos sem precisar mudá-los diretamente.

Padrões que se
repetem.

"Sempre que os relacionamentos ficam sérios, começo a me distanciar. Aí ou a pessoa vai embora ou eu saio primeiro. Já aconteceu várias vezes."

Padrões repetitivos em relacionamentos geralmente têm uma função: proteger. O trabalho é entender do quê — e se essa proteção ainda vale o custo.

Fragmento de sessão
Como funciona

A intervenção usa análise funcional — mapeamos o comportamento (distanciamento), o antecedente (pensamento de que vai decepcionar) e a consequência (perda do relacionamento). Ao tornar visível que o comportamento de evitação criou o resultado temido, abrimos espaço para questionar a crença central subjacente.

Por que funciona

Padrões de evitação interpessoal frequentemente têm origem em experiências de rejeição ou abandono anteriores. A FAP (Functional Analytic Psychotherapy) mostra que esses padrões se repetem dentro da própria relação terapêutica — e que trabalhar isso diretamente em sessão gera mudança mais duradoura do que apenas discutir no plano intelectual.

Autocrítica e
autoexigência.

"Eu sei que sou capaz, mas quando chega a hora, me travo. Fico pensando que não sou bom o suficiente — e aí realmente não perfo bem."

A autocrítica excessiva raramente motiva — ela paralisa. E cria uma profecia que se cumpre.

Fragmento de sessão
Como funciona

Esse diálogo usa a técnica do amigo compassivo, derivada da terapia focada na compaixão (CFT). Ao mudar a perspectiva — de si mesmo para um amigo — a pessoa acessa uma voz interna mais equilibrada que já existe nela, mas que raramente direciona a si própria. Em seguida, a intervenção comportamental ancora a mudança em ação concreta.

Por que funciona

A autocrítica ativa o sistema de ameaça do cérebro — cortisol, foco estreito, performance prejudicada. A autocompaixão ativa o sistema de calmaria e conexão, associado a melhor regulação emocional e resiliência. Estudos de Kristin Neff mostram que autocompaixão não reduz motivação — pelo contrário, aumenta a disposição para tentar novamente após erros.

Saber o que fazer
e não conseguir.

"Eu sei exatamente o que precisaria fazer. Mas chega a hora e não consigo começar. Aí fico me culpando por não fazer, o que piora tudo."

Procrastinação raramente é falta de disciplina. Geralmente é evitação de um desconforto emocional — e culpa que retroalimenta o ciclo.

Fragmento de sessão
Como funciona

A intervenção usa ativação comportamental combinada com tolerância ao desconforto. A tarefa de "uma frase" reduz a barreira de entrada ao mínimo possível — o objetivo não é produtividade, mas exposição gradual ao desconforto associado à tarefa. Isso quebra o ciclo evitação → culpa → evitação.

Por que funciona

Pesquisas em ativação comportamental (Martell, Dimidjian) mostram que esperar pela motivação para agir é uma armadilha — a motivação geralmente vem depois de começar. Tarefas graduadas reduzem a aversividade associada à atividade e reconstroem a sensação de competência, criando um ciclo virtuoso oposto ao da evitação.

Não saber o que
se quer da vida.

"Eu faço tudo certo — trabalho, academia, relacionamento. Mas no fundo sinto que estou vivendo uma vida que não é muito minha. Não sei bem o que quero."

Muitas pessoas perseguem metas que não são suas — herdadas de família, cultura ou medo. Clarificar valores é distinguir o que importa do que apenas parece que deveria importar.

Fragmento de sessão
Como funciona

Utilizamos a técnica do epitáfio valorativo da ACT — projetar-se no futuro e identificar como se quer ter vivido, não o que se quer ter conquistado. Isso separa valores (direções de vida) de metas (pontos de chegada). O passo seguinte é mapear a distância entre vida atual e vida valorizada — o que orienta o plano terapêutico.

Por que funciona

A teoria dos valores na ACT (Hayes et al.) sustenta que o sofrimento frequentemente emerge de uma discrepância entre comportamento e valores — mesmo quando a pessoa está objetivamente "bem-sucedida". Reorientar a vida pelos próprios valores, e não por aprovação externa, está associado a maior bem-estar, sentido e resiliência.

Evitar o que
dá medo.

"Eu sei que evitar não resolve. Mas quando chega a hora, entro em pânico e saio. Depois me sinto péssimo."

A evitação alivia no curto prazo e alimenta o medo no longo prazo. A exposição gradual é o antídoto — mas precisa ser feita com estrutura e sentido.

Fragmento de sessão
Como funciona

A exposição gradual é uma das intervenções com maior suporte empírico em psicologia clínica. Construímos uma hierarquia de situações temidas — do menos ao mais ansiogênico — e o paciente enfrenta cada degrau até que a ansiedade diminua (habituação) ou aprenda que consegue tolerar o desconforto (inibição inibitória).

Por que funciona

A evitação impede que o cérebro atualize sua previsão de perigo. A exposição cria uma nova memória de segurança que compete com a memória de medo. Pesquisas recentes (Craske et al.) mostram que o objetivo não é eliminar a ansiedade, mas aprender que ela é tolerável e que o resultado temido não ocorre — o que é ainda mais eficaz que a habituação simples.

Emoções que
transbordarn.

"Quando fico nervoso, explodo. Falo coisas que não queria ter falado. Depois me arrependo — mas na hora não consigo controlar."

Regulação emocional não é suprimir emoções — é ampliar a janela entre o sentir e o agir.

Fragmento de sessão
Como funciona

A intervenção usa detecção precoce de sinais somáticos e criação de um plano de ação baseado em "se-então" (implementation intentions). Identificar o sinal físico antes do pico emocional cria uma janela de resposta — o objetivo é intervir enquanto ainda é possível escolher, não depois que o sistema de ameaça já tomou o controle.

Por que funciona

O modelo da janela de tolerância (Siegel) mostra que fora de uma faixa ótima de ativação, a capacidade de escolha e reflexão diminui drasticamente. Treinar saída antes do pico mantém o sistema nervoso dentro da janela. Pesquisas em DBT (Linehan) e em neurociência afetiva confirmam que estratégias de regulação precoce são muito mais eficazes que as tardias.

Começar tudo
e terminar nada.

"Eu começo muita coisa animado, mas depois a energia vai embora. Tenho um rastro de projetos pela metade — academia, dieta, estudos, tudo."

Dificuldades de autogestão raramente são preguiça. Geralmente são ausência de estrutura, objetivos mal calibrados ou motivação baseada em emoção em vez de valores.

Fragmento de sessão
Como funciona

A intervenção distingue metas de valores e aplica o conceito de mínimo viável comportamental — uma frequência de comportamento que é sustentável mesmo em condições adversas. Isso substitui o padrão tudo-ou-nada (que leva ao abandono) por um padrão de continuidade com flexibilidade.

Por que funciona

Pesquisas em autoregulação (Baumeister, Gollwitzer) mostram que metas muito ambiciosas têm taxa de abandono muito maior do que metas modestas e consistentes. A ancoragem em valores — em vez de regras externas — aumenta a motivação autônoma, que por sua vez prediz melhor manutenção de comportamento no longo prazo (Deci & Ryan, SDT).

O medo
do medo.

"Do nada, meu coração dispara, começo a suar, sinto que vou desmaiar ou morrer. Sei que provavelmente não vou — mas na hora acredito de verdade. Aí começo a evitar lugares onde isso pode acontecer."

O transtorno de pânico tem duas camadas: o ataque em si, e o medo de ter outro ataque. É essa segunda camada que restringe a vida — e é nela que o tratamento faz mais diferença.

Fragmento de sessão
Como funciona

O tratamento usa o modelo cognitivo do pânico de Clark: ataques de pânico são mantidos por interpretações catastróficas de sensações corporais normais. A intervenção tem três etapas: psicoeducação sobre o ciclo (que por si só já reduz a intensidade dos ataques), reestruturação das interpretações das sensações, e exposição interoceptiva — provocar intencionalmente as sensações temidas em sessão para desfazer a associação sensação → perigo.

Por que funciona

A TCC para transtorno de pânico tem uma das maiores taxas de eficácia na psicologia clínica — estudos mostram remissão em 70 a 90% dos casos em tratamentos de 12 a 16 sessões (Barlow et al.). A exposição interoceptiva é o componente mais poderoso: ao induzir taquicardia, tontura ou falta de ar de forma controlada, o paciente aprende que as sensações são desconfortáveis mas não perigosas — quebrando o ciclo medo-sensação-medo na raiz.

Reconheceu algo
seu aqui?

Esses são fragmentos — a terapia real é mais rica, mais lenta e construída especificamente para você. Se algo ressoou, talvez seja hora de dar o próximo passo.

Quero dar o primeiro passo →
Etapa 1 de 5
Etapa 1 · O ponto de partida

O que importa
para você?

Selecione as áreas da sua vida que têm mais peso para você agora — não as que "deveriam" ter, mas as que realmente importam. Pode selecionar quantas quiser.

💛
Relacionamentos íntimos
🏠
Família
🤝
Amizades
💼
Trabalho e carreira
🌿
Saúde e corpo
📚
Crescimento pessoal
🎯
Lazer e prazer
Espiritualidade
🌍
Comunidade e impacto

Etapa 2 · Quem você quer ser

Uma pergunta
para cada área.

Não existe resposta certa. Escreva o que vier — mesmo que seja vago, mesmo que seja difícil. O ato de colocar em palavras já é o começo.

Etapa 3 · A bússola

Onde você
está agora?

Para cada área que você escolheu, mova o controle para indicar o quanto sua vida hoje reflete o que você disse que importa. Sem julgamento — só observação honesta.

Etapa 4 · O que está no caminho

O que te impede
de viver assim?

Geralmente não é falta de vontade. Selecione o que mais ressoa com você — pode ser mais de um.

A cabeça não para de pensar
Pensamentos que voltam sempre, preocupações, ruminação — que consomem energia sem resolver.
Evito o que é difícil ou assustador
Sei que precisaria agir, mas adio, fujo ou distraio — e depois me sinto pior por ter evitado.
Minhas emoções me controlam
Ansiedade, tristeza, raiva ou medo aparecem e acabam decidindo por mim.
Me critico demais
Me cobro demais, me julgo com frequência, raramente me dou crédito pelo que faço.
Não sei o que quero da vida
Tenho dificuldade de distinguir o que é meu do que os outros esperam de mim.
Sei o que preciso fazer — mas não faço
Tenho clareza nos planos, mas na hora de agir trava — motivação vai e vem.
Meus relacionamentos me cansam
Conflitos que se repetem, dificuldade de se conectar ou de colocar limites sem culpa.
Coisas do passado ainda me afetam hoje
Experiências antigas aparecem como memórias intrusivas, padrões repetitivos ou medos sem explicação.
Etapa 5 · Sua reflexão

O que você
revelou.

Isso não é um diagnóstico — é um espelho. O que você respondeu diz algo importante sobre quem você quer ser e o que está no caminho.

"Valores não são metas a alcançar — são direções para caminhar. E o primeiro passo é simplesmente saber qual direção importa para você."

— Adaptado de Dahl, Plumb, Stewart & Lundgren · The Art and Science of Valuing in Psychotherapy

A psicoterapia pode ajudar você a caminhar na direção do que importa — com menos obstáculos, mais clareza e mais vida.

Você não precisa chegar pronto. Pode chegar exatamente como está agora.

Quem eu sou de verdade

Uma história de
reconstrução.

Todo terapeuta carrega uma história que moldou sua forma de cuidar. Essa é a minha — sem filtro.

Cinco anos de idade
e um rosto que
mudou tudo.

Aos 5 anos de idade, me queimei com feijão fervendo. O rosto ficou marcado. E crescer com um rosto diferente não é uma "sensação" — é algo muito prático. As pessoas te olham diferente na rua. Muitas têm coragem de perguntar. Outras se constrangem. Crianças, com sua ausência de filtros, chegam direto: "O que aconteceu com seu rosto?"

Não sei quantas milhares de vezes respondi essa pergunta. Na escola, a queimadura virou motivo de chacotas — me chamavam de "feijão". Nas fotos, sempre mostrava o lado não queimado. Usava cabelo grande, bonés, chapéus. Dizia que não sentia vergonha — e era verdade no sentido de que não deixava de fazer as coisas. Mas o comportamento de esconder estava lá, automático. (Até hoje, quando alguém vai tirar uma foto, o movimento é automático.)

Por conta das queimaduras, não podia pegar muito sol. Meus pais me protegiam com amor — me dando computadores e videogames. Me tornei uma criança mais parada, com autoimagem difícil. Aos 10 anos pesava 80kg. Gordinho, baixinho, com o rosto marcado. E crescendo ouvindo que era desorganizado e preguiçoso — quando na verdade tinha TDAH não diagnosticado que só seria identificado aos 27 anos.

Foto da infância
[adicionar ao site]

Giovânni ainda criança

Como a nutrição
me reconstruiu.

Na adolescência, sozinho na internet, descobri nutrição e exercício físico. Sem ninguém me empurrar. Emagreci. Comecei a musculação. E pela primeira vez, me senti no meu corpo de um jeito que nunca havia sentido — como se eu finalmente habitasse o lugar onde eu vivia.

Isso não foi só estético. Foi uma reconstrução de identidade. O menino gordinho e queimado começou a se tornar outra coisa — não porque o rosto mudou, mas porque a relação com o próprio corpo mudou. Essa experiência ficou gravada em mim e informa até hoje como trabalho com autoestima, imagem corporal e autodeterminação.

Hoje pratico musculação, futebol, rugby, pilates, natação e faço aulas de dança — pagode e forró. Sou parceiro para tudo que envolve corpo e movimento.

Me apaixonei tanto pelo tema que fui cursar Nutrição antes da Psicologia. Aprendi muito. Mas logo esbarrei num limite que definiria toda a minha trajetória:

"Eu sabia exatamente qual era a melhor dieta para cada paciente. Mas não tinha nenhum conhecimento prático de como ajudá-los a segui-la. E via em mim mesmo a enorme dificuldade de autodeterminar meu comportamento — mesmo sabendo exatamente o que era certo fazer."

Essa contradição me empurrou para a Psicologia. A pergunta que trouxe foi: como as pessoas mudam de comportamento de verdade?

Yoga, Reiki e a busca
por entender a mente.

Antes de entrar na psicologia, percorri outros caminhos. Me envolvi com o Yoga — não como atividade física, mas como prática para aprender a lidar com a própria mente. Estudei Reiki. Explorei espiritualidade por perspectivas religiosas muito distintas, buscando uma linguagem para o que se passava dentro de mim.

Não tenho vergonha desse caminho — ele foi honesto. Com o tempo, o rigor científico foi tomando o lugar das explicações metafísicas. Não com desdém pelo percurso, mas com clareza sobre o que funciona. A profundidade que aquele período me deu ainda está presente na forma como conduzo cada sessão.

O que esse caminho me ensinou

Que a mente é tão real quanto o corpo — e merece a mesma atenção.

Que presença e escuta não são técnicas — são posturas de vida.

Que curiosidade sobre o humano precisa de método para não virar dogma.

Da psicanálise
à evidência.

01
Por que a psicanálise me atraiu

A narrativa psicanalítica é sedutora: mudanças profundas e duradouras, a arte da escuta, a riqueza do inconsciente. Me identificava com a postura do analista — quieto, atento, capaz de ver o que os outros não viam. Passei anos dentro dessa perspectiva com genuína entrega.

02
O desencanto gradual

Com o tempo, o incômodo cresceu: interpretações irrefutáveis e muito pessoais dos analistas; falta de técnicas práticas para pacientes que precisavam de mudanças mais rápidas; ausência de monitoramento de progresso; e um elitismo dentro da própria psicanálise que tornava o tratamento privilégio de poucos.

03
A pergunta que não dava para ignorar

Comecei a buscar pesquisas sobre eficácia de tratamentos. O que encontrei me inquietou: as abordagens com maior evidência de resultado eram exatamente as que eu menos usava. Com meu hiperfoco de TDAH, mergulhei na literatura científica — e não havia mais como fingir que não tinha visto o que vi.

04
A escolha ética

Abrir mão de uma identidade clínica construída por anos não foi fácil. Mas ficou claro: continuar seria uma escolha por mim — não pelo paciente. InPBE, PUC-RS, Grupo Wainer, ITH. Cada especialização foi uma afirmação: quero oferecer o melhor disponível, não o que prefiro teoricamente.

05
Ciência com sensibilidade

Hoje integro o rigor das abordagens com maior evidência — TCC, ACT, FAP — com a dimensão humana que aprendi desde sempre: nenhuma técnica funciona sem uma relação terapêutica genuína. "Ciência com sensibilidade" não é slogan. É uma síntese honesta do caminho que percorri.

Diagnóstico tardio

TDAH aos 27 anos.
E tudo fez sentido.

Tirava 10 na faculdade — mas o esforço era desproporcional. Trabalhos sempre atrasados, estudos sempre de última hora. Criava sistemas e atalhos só para conseguir funcionar onde outros não precisavam. Cresci ouvindo "desorganizado" e "preguiçoso".

Para qualquer coisa que me apaixonava, porém, era completamente focado e obstinado. A inteligência no percentil 89 compensava muito — e escondia o custo real. O diagnóstico tardio foi uma reconstrução lenta de narrativa pessoal.

O que isso me deu

Empatia real com quem tem TDAH. Sei o que é compensar com esforço duplo, ser mal compreendido pela própria família, e descobrir tarde demais que o problema nunca foi falta de vontade.

O que me ensinou sobre terapia

Diagnóstico tardio não é derrota — é clareza. E clareza, mesmo tardia, ainda muda tudo. Nenhuma pessoa é preguiçosa: sempre há algo mais complexo por baixo.

Uma vida construída
com intenção.

Corpo e movimento

Musculação, futebol, rugby, pilates, natação, dança (pagode e forró). Sou parceiro para tudo que envolve movimento — inclusive para pacientes que falam de esporte.

Mente e curiosidade

Xadrez, poesia, cozinha, piano (arranhando ainda), filosofia, neurociências. Sou um devorador de saberes — e as IAs me fascinam de um jeito que só o TDAH hiperfocado explica.

Pessoas e momentos

Família, amigos que são família, sobrinhos amados de verdade. Grêmio na geral. Gramado no inverno. Pesca em barragem. Praia. Porto Alegre quando dá.

Rotina e alta performance

Acordo cedo para estudar e treinar. Amo trabalhar. Sou competitivo — comigo mesmo mais do que com os outros. Vivo de forma extremamente rotineira, mas com curiosidade constante por coisas novas. Sou uma pessoa extremamente gentil, calorosa, bem-humorada e leve — mas que não nega um bom desafio intelectual.

Horizonte

O que ainda
quero construir.

01

Clínica multiprofissional

Psicologia, medicina, nutrição e movimento trabalhando juntos, de forma integrada e baseada em evidências.

02

Escola de formação

Formar psicoterapeutas que saiam com base científica sólida e habilidades clínicas reais — não só teoria.

03

PBE no SUS

A experiência na CuidaATIVA me mostrou o que é possível com cuidado de qualidade. Quero isso em escala, para quem não pode pagar.

Me tornei
pessoa.

"Já passei pelo inferno psicológico e saí vivo.
Voltei ao inferno diversas vezes para buscar meus pacientes — e continuo vivo."

O que vivi

Problemas com autoestima, autoimagem, obesidade, insônia, ansiedade, depressão, desatenção, vícios e relacionamentos.

Troquei de faculdade. Dentro da psicologia, troquei de caminho.

Não aceitei ser vítima da vida. Tentei sozinho — e foi difícil pedir ajuda. Até que encontrei, e de fato fui ajudado.

O que aprendi

Me comunicar com calma, gentileza e compaixão — comigo e com os outros.

Tolerar pontos de vista diferentes. Colocar limites com cuidado. Aliviar a culpa do passado tirando dele o aprendizado.

Que escolher um caminho envolve abrir mão de outro — e que recomeços também são possíveis.

Ser um profissional de excelência nunca foi uma questão de autoridade ou status. Me especializar, buscar maestria, é prático: preciso ofertar o melhor — estamos falando de saúde mental. Mas antes disso precisei me tornar melhor como pessoa.

Comecei a arriscar mais, saindo da dúvida paralisante. Não permiti mais que o medo do fracasso e as inseguranças me impedissem de tentar fazer o que eu anseio. Me abri para a fragilidade, chorei, fui sincero sobre o que sentia. Fechei a boca, silenciei a mente e aprendi a ouvir — para entender, não para julgar.

Depois de me tornar pessoa, as teorias e as técnicas se tornaram meus instrumentos para encurtar os caminhos.

Construí uma vida com sentido, com a ajuda da sensibilidade humana e da ciência. E agora quero proporcionar o mesmo.

Agora você me
conhece de verdade.

A terapia começa quando você decide confiar em alguém. Espero que essa história tenha ajudado nessa decisão.

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Serviço 02

Terapia de
Casais.

Para casais que querem crescer juntos — não apenas resolver crises. Baseada na IBCT, abordagem que integra aceitação profunda e mudança real nas relações.

IBCT: quando aceitar
e mudar andam juntos.

A Integrative Behavioral Couple Therapy (IBCT) é uma das abordagens com maior evidência científica para casais. Desenvolvida por Andrew Christensen e Neil Jacobson, ela integra duas dimensões que costumam ser tratadas separadamente: aceitação das diferenças e características do parceiro, e mudança de comportamentos que prejudicam a relação.

O ponto central da IBCT é que muitos conflitos de casal não nascem de maldade ou falta de amor — nascem de diferenças genuínas entre duas pessoas que não sabem como lidar com elas. A terapia trabalha para transformar essas diferenças em fonte de conexão, não de desgaste.

A IBCT é baseada nos mesmos princípios da ACT — aceitação, flexibilidade, valores — agora aplicados ao sistema do casal como unidade. O objetivo não é fazer os dois pensarem igual. É ajudá-los a se mover juntos na direção do que importa para ambos.

IBCT ACT para casais Aceitação Comunicação Intimidade Conflito

Você não precisa
estar em crise.

A terapia de casais não é só para relações à beira do fim. Ela é para qualquer casal que sente que algo pode ser melhor — mais próximo, mais honesto, mais vivo.

Os mesmos conflitos que se repetem — e ninguém sabe como sair do ciclo.

Distância emocional que foi crescendo sem que ninguém percebesse quando começou.

Dificuldade de comunicar necessidades sem que vire briga ou silêncio.

Uma relação que funciona — mas que ambos sentem que poderia ser mais profunda.

Crise pontual — traição, luto, transição de vida — que abalou a confiança ou a conexão.

O processo passo a passo.

01
Sessão conjunta de avaliação

Os dois participam juntos. Mapeamos a história da relação, os padrões de conflito recorrentes e o que cada um quer — tanto da terapia quanto da relação. Essa sessão já começa a organizar o que estava confuso.

02
Sessões individuais com cada parceiro

Uma sessão com cada um separadamente. Espaço para falar o que talvez seja difícil dizer com o outro presente — medos, mágoas, expectativas, história de vida que molda a relação. Essas informações permanecem confidenciais, salvo quando combinado.

03
Formulação do caso do casal

Com base nas avaliações, elaboro uma formulação do padrão de interação do casal — o ciclo que se repete, o que cada um traz da sua história, e como a diferença entre os dois virou fonte de conflito em vez de curiosidade.

04
Intervenção — aceitação e mudança

A fase de trabalho central. Alternamos entre técnicas de aceitação — criar empatia e compreensão pelas diferenças — e técnicas de mudança comportamental — comunicação, resolução de problemas, construção de intimidade. Ambas são necessárias e se complementam.

05
Consolidação e manutenção

Revisão dos ganhos, identificação de padrões de risco e construção de um plano para manter o que foi conquistado. O objetivo é que o casal internalize as ferramentas — não que dependa eternamente da terapia para se comunicar.

O que a pesquisa
mostra.

A IBCT tem suporte em ensaios clínicos randomizados, com resultados superiores à terapia comportamental tradicional de casais em satisfação relacional e manutenção dos ganhos no longo prazo (Christensen et al., 2004, 2010).

Duração típica
18 a 26 sessões conjuntas, com sessões individuais na fase de avaliação
Formato
Presencial em Pelotas ou online · Sessões de 1h30
Indicado para
Casais em qualquer fase — desde prevenção até crises relacionais
Uma relação
que cresce.

O primeiro passo é uma conversa. Entre em contato pelo WhatsApp para entender como o processo funciona e se faz sentido para vocês.

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Informações sobre honorários

Transparência sobre
o investimento.

Esta página existe para que você tenha todas as informações necessárias antes de decidir. Sem letras miúdas, sem surpresas.

Valor por sessão

Presencial

R$ 160

por sessão · 1 hora

Teleconsulta

R$ 160

por sessão · 1 hora

O valor é igual para atendimento presencial e online — porque a qualidade do trabalho não muda com o formato. Formas de pagamento: Pix, transferência ou dinheiro. Não trabalho com convênios, mas emito recibo para reembolso em planos que oferecem essa opção.

O que você está contratando

01

Formação altamente especializada

Graduação pela UFPel + 4 especializações: PBE (InPBE), TCC (PUC-RS), Transtornos do Humor (ITH) e Terapias Contextuais (Wainer). Cada especialização representa anos de formação e um investimento financeiro significativo que se reflete diretamente na qualidade do atendimento.

02

Supervisão clínica contínua

Todo bom terapeuta tem supervisão regular. Isso significa que seu caso é discutido — com sigilo — por profissionais experientes para garantir que o tratamento esteja no caminho certo. Supervisão tem custo, e esse custo é parte do que você está contratando quando escolhe um terapeuta comprometido com a qualidade.

03

Ferramentas clínicas profissionais

Uso o HumanTrack e outros softwares especializados para monitoramento clínico, aplicação de escalas validadas e acompanhamento do progresso ao longo do tratamento. Essas ferramentas têm custo de assinatura e são o que permite um atendimento verdadeiramente baseado em dados — não em impressão subjetiva.

04

Espaço clínico e infraestrutura

Consultório particular em ambiente seguro, sigiloso e preparado para o atendimento — aluguel, manutenção, materiais clínicos e todos os custos associados a oferecer um espaço profissional de qualidade.

05

Atualização permanente

Cursos, congressos, leituras científicas, formações em andamento. Um profissional que para de estudar para de melhorar. O compromisso com a atualização contínua tem custo — e é parte do que diferencia um atendimento de qualidade de um atendimento mediano.

Uma perspectiva diferente

O custo de não investir em saúde mental.

Cada sessão de R$160 representa aproximadamente um jantar para dois em um restaurante médio, uma mensalidade de academia premium, ou algumas horas de entretenimento. É um gasto que muitas pessoas fazem sem hesitar.

Por outro lado, os custos do sofrimento não tratado são muito maiores e menos visíveis: produtividade perdida, relacionamentos deteriorados, decisões tomadas de um lugar de angústia, tempo de vida consumido por padrões que poderiam mudar, custos médicos de condições agravadas pela saúde mental negligenciada.

Tratamentos breves e eficazes de 12 a 20 sessões custam entre R$1.920 e R$3.200. Para colocar em perspectiva: um único mês de absenteísmo no trabalho por transtorno não tratado pode custar muito mais — em oportunidades, em relacionamentos, em qualidade de vida.

Esta página existe exclusivamente para fins informativos e de transparência, em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP). Os honorários aqui informados não constituem propaganda ou estratégia de captação — são informação ao paciente.

Dúvidas sobre o processo ou formas de pagamento?

Entre em contato sem compromisso.

Falar pelo WhatsApp →

(53) 99951-8060

Conteúdo especializado

Leituras que
abrem caminhos.

Artigos sobre psicologia clínica, saúde mental e comportamento humano — escritos para quem quer entender, não apenas ser informado. Publicação semanal.

Em breve

Novos artigos toda semana.

Temas planejados: regulação emocional, TDAH no adulto, como escolher um psicólogo, terapia de casais e ACT na prática.

Prefere conversar diretamente?

Os artigos são ponto de partida. A terapia é onde a mudança acontece.

Agendar uma sessão →

Por que tentar controlar seus pensamentos só piora as coisas

A armadilha do controle e o que a ciência propõe no lugar

Faça um teste rápido. Pelos próximos dez segundos, não pense em um urso branco. Não importa o que aconteça, mantenha a imagem de um urso branco completamente fora da sua cabeça.

Como foi? Se você é como a maioria das pessoas, o urso branco apareceu imediatamente — e quanto mais você tentava afastá-lo, mais ele insistia em voltar.

Esse pequeno experimento, popularizado pelo psicólogo Daniel Wegner, revela algo fundamental sobre como nossa mente funciona: tentar suprimir um pensamento geralmente o fortalece. E essa descoberta tem implicações enormes para quem sofre com ansiedade, pensamentos intrusivos, preocupação ou autocrítica.

O paradoxo do controle

No mundo externo, controle funciona muito bem. Se há sujeira no chão, você limpa. Se algo está no lugar errado, você move. Aprendemos desde cedo que esforço e controle resolvem problemas — e isso é verdade para a maior parte da vida prática.

O problema é que aplicamos essa mesma lógica ao mundo interno. Se um pensamento incomoda, tentamos eliminá-lo. Se uma emoção é desagradável, tentamos fazê-la sumir. Parece lógico. Mas com a vida interna, a regra se inverte: quanto mais você luta para não sentir algo, mais espaço esse algo ocupa.

Nosso sistema nervoso não tem um botão de deletar. Tentar eliminar pensamentos é desnecessário e, muitas vezes, inútil.

Steven Hayes, criador da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), descreve isso a partir da própria experiência. Seus ataques de pânico começaram justamente quando ele lutava desesperadamente para controlá-los — e cada tentativa de suprimir a ansiedade a tornava mais intensa.

O que é a esquiva experiencial

Em psicologia, damos um nome a esse padrão: esquiva experiencial. É a tentativa de evitar, suprimir ou se livrar de experiências internas indesejadas — pensamentos, emoções, sensações, memórias — mesmo quando isso causa prejuízo no longo prazo.

Alguns exemplos de esquiva experiencial no dia a dia:

  • Evitar situações sociais para não sentir ansiedade — e com isso, a ansiedade social cresce.
  • Beber para não sentir tristeza — e a tristeza retorna ainda mais forte no dia seguinte.
  • Tentar não pensar em uma preocupação — e ruminá-la o dobro do tempo.
  • Manter-se ocupado o tempo todo para não entrar em contato com o vazio — até o esgotamento.

O padrão é sempre o mesmo: alívio no curto prazo, agravamento no longo prazo. A esquiva funciona como um cartão de crédito emocional — resolve agora, mas cobra juros depois.

A alternativa: aceitação (que não é resignação)

Se controlar não funciona, qual é a alternativa? A ACT propõe a aceitação — mas é crucial entender o que essa palavra significa aqui. Aceitação não é gostar do desconforto, não é resignação, não é desistir. É parar de gastar energia numa luta que não se pode vencer, para investir essa energia no que realmente importa.

Pense em alguém se afogando em areia movediça. O instinto é se debater — mas debater-se afunda a pessoa mais rápido. A única forma de sobreviver é fazer o contrário do instinto: parar de lutar, distribuir o peso, ficar na superfície. Com emoções difíceis, o princípio é parecido. A luta é o que nos afunda.

Aceitar a ansiedade não significa "ficar ansioso para sempre". Significa parar de adicionar uma segunda camada de sofrimento — a ansiedade por estar ansioso, o medo do medo, a raiva por sentir raiva. Essa segunda camada quase sempre é maior que a primeira.

Um exercício para experimentar

Na próxima vez que um pensamento ou emoção difícil aparecer, em vez de lutar, tente isto:

  • Nomeie o que está sentindo: "Estou tendo o pensamento de que vou fracassar" — em vez de "Vou fracassar".
  • Observe onde a emoção aparece no corpo, com curiosidade, como quem observa o clima.
  • Pergunte-se: "Se essa emoção pudesse ficar aqui, sem que eu precise lutar contra ela, o que eu faria de importante agora?"

Essa pequena mudança — de lutar para fazer espaço — é o primeiro passo do que chamamos de flexibilidade psicológica: a capacidade de agir conforme o que importa para você, mesmo na presença de desconforto.

Quando buscar ajuda

Se você percebe que boa parte da sua vida é organizada em torno de evitar sentir certas coisas — se você deixou de fazer o que importa para não entrar em contato com ansiedade, tristeza ou medo — isso é um sinal de que vale a pena conversar com um profissional. A esquiva experiencial é um dos padrões mais bem estudados em psicologia, e existem caminhos claros e eficazes para trabalhá-la.

Aprender a se relacionar de forma diferente com a própria mente não acontece de um dia para o outro. Mas é uma das habilidades mais transformadoras que a psicoterapia pode oferecer — e ela começa exatamente onde você está agora.

Baseado em: Hayes, S. C. Uma Mente Livre (2022); Hayes & Hofmann, Aprendendo a Terapia Baseada em Processos.

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Seus pensamentos não são fatos: o que a TCC ensina sobre a mente

Como identificar e questionar pensamentos automáticos

Imagine que você manda uma mensagem para alguém e a pessoa não responde por horas. Que pensamentos surgem? Para algumas pessoas: "Deve estar ocupada." Para outras: "Fiz algo errado", "Ela está me ignorando", "Ninguém se importa comigo".

Mesmo evento, interpretações completamente diferentes — e cada interpretação gera uma emoção diferente. Esse é o ponto de partida da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): não são os eventos que determinam como nos sentimos, mas a forma como os interpretamos.

Os pensamentos automáticos

A mente humana produz um fluxo constante de pensamentos automáticos — interpretações rápidas, involuntárias, que surgem sem que a gente perceba. A maior parte do tempo, nem notamos que eles estão ali. Mas eles moldam profundamente como nos sentimos e agimos.

O problema não é ter pensamentos automáticos — todos temos. O problema é quando os tratamos como verdades absolutas, sem questioná-los. É o que chamamos de fusão: quando você está tão grudado a um pensamento que ele se torna a realidade, não apenas uma interpretação possível dela.

Ter o pensamento "sou um fracasso" é muito diferente de acreditar, sem questionar, que você é um fracasso.

As distorções cognitivas mais comuns

A pesquisa identificou padrões recorrentes de pensamento que distorcem a realidade. Reconhecê-los já é meio caminho andado. Alguns dos mais comuns:

  • Catastrofização: esperar sempre o pior cenário possível. "Se eu errar nessa apresentação, minha carreira acabou."
  • Leitura mental: assumir que sabe o que os outros pensam. "Todos acharam que falei besteira."
  • Tudo ou nada: ver as coisas em extremos, sem meio-termo. "Se não for perfeito, é um fracasso total."
  • Filtro negativo: focar apenas no que deu errado, ignorando o que deu certo.
  • Personalização: assumir culpa por coisas fora do seu controle.

Como questionar um pensamento

A TCC oferece um método estruturado para examinar pensamentos em vez de simplesmente acreditar neles. Da próxima vez que um pensamento difícil aparecer, experimente estas perguntas:

  • Qual é a evidência a favor desse pensamento? E contra?
  • Existe uma explicação alternativa para essa situação?
  • O que eu diria a um amigo que tivesse esse mesmo pensamento?
  • Esse pensamento me ajuda a agir conforme o que importa para mim, ou apenas me paralisa?
  • Daqui a cinco anos, o quanto isso vai importar?

O objetivo não é "pensar positivo" de forma forçada — isso raramente funciona e muitas vezes parece falso. O objetivo é pensar de forma mais flexível e mais precisa, abrindo espaço para interpretações que você não tinha considerado.

Um lembrete importante

Questionar pensamentos é uma habilidade — e como toda habilidade, melhora com prática. No começo parece artificial, trabalhoso, até inútil. Com o tempo, torna-se mais natural, e você começa a perceber os pensamentos automáticos no momento em que surgem, em vez de só notá-los depois que já estragaram seu dia.

Se você sente que certos padrões de pensamento se repetem e dominam sua vida — autocrítica constante, preocupação excessiva, interpretações sempre negativas — a psicoterapia pode ajudar a mapear esses padrões e construir formas mais funcionais de se relacionar com eles.

Baseado em: Greenberger & Padesky, A Mente Vencendo o Humor; Hofmann, Ansiedade Social.

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O crítico interno: por que ser duro consigo mesmo não funciona

O que a Terapia Focada na Compaixão revela sobre autocrítica

Existe uma crença muito difundida: a de que precisamos ser duros conosco mesmos para alcançar resultados. Que a autocrítica é o motor da disciplina. Que se "pegarmos leve", vamos relaxar e fracassar.

A ciência mostra que é quase exatamente o contrário.

O que a autocrítica faz com o cérebro

Quando você se critica duramente, seu cérebro responde como se estivesse sob ameaça. O sistema de defesa se ativa — o mesmo que dispararia diante de um perigo físico. Hormônios do estresse são liberados, o foco se estreita, e a capacidade de pensar com clareza diminui.

Em outras palavras: a autocrítica coloca você no modo sobrevivência. E ninguém constrói uma vida significativa a partir do modo sobrevivência. Você pode até funcionar por um tempo movido a medo e cobrança — mas o custo é alto, e geralmente termina em esgotamento, ansiedade ou paralisia.

A autocrítica não é o que te mantém no caminho. É o que te faz ter medo de sair da cama.

A diferença entre autocompaixão e autoindulgência

Aqui é onde muita gente trava: "Mas se eu for gentil comigo, não vou virar preguiçoso?" Essa confusão entre autocompaixão e autoindulgência é o maior obstáculo.

Autoindulgência é evitar o desconforto: "Não vou treinar hoje porque estou cansado" (de novo, e de novo). Autocompaixão é se tratar com a mesma gentileza e firmeza que você usaria com alguém que ama: "Você está cansado e tudo bem sentir isso — e ainda assim, ir treinar é importante pra você. Vamos com calma."

A autocompaixão, paradoxalmente, exige mais coragem que a autocrítica. É fácil se punir. É difícil se responsabilizar com gentileza.

O teste do amigo

Há um exercício simples e poderoso da Terapia Focada na Compaixão. Pense em algo pelo qual você tem se criticado. Agora imagine que um amigo querido veio até você com exatamente esse mesmo problema, essa mesma falha.

  • O que você diria a ele?
  • Em que tom de voz?
  • Você o chamaria de fracassado, burro, incapaz? Ou tentaria entender, acolher e ajudar a seguir em frente?

A maioria das pessoas trata os outros com muito mais compaixão do que trata a si mesma. A pergunta que fica é: por que você merece menos cuidado do que daria a quem ama?

Compaixão não é fraqueza

Pesquisas de Kristin Neff e Paul Gilbert mostram que pessoas mais autocompassivas são, na média, mais resilientes, mais motivadas a tentar de novo depois de um erro, e menos propensas a ansiedade e depressão. A autocompaixão não reduz os padrões — ela os torna sustentáveis.

Trocar o crítico interno por uma voz mais sábia e gentil é um trabalho que leva tempo, especialmente para quem cresceu em ambientes muito exigentes. Mas é um dos trabalhos mais libertadores da psicoterapia — e ele começa com uma única pergunta honesta: "E se eu não precisasse me atacar para crescer?"

Baseado em: Kolts & Bell, Experiencing Compassion-Focused Therapy from the Inside Out; Gilbert & Leahy, The Therapeutic Relationship in CBT.

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Como escutar verdadeiramente alguém: os níveis de validação

A diferença entre ouvir e fazer a pessoa se sentir ouvida

Pense numa vez em que você estava sofrendo e contou para alguém. Agora pense: essa pessoa te fez sentir entendido — ou te fez querer parar de falar?

A diferença quase sempre não está nas palavras, mas no que chamamos de validação. Validar não é concordar. Não é dizer que está tudo bem quando não está. É comunicar a outra pessoa que o que ela sente faz sentido — dado quem ela é, o que viveu, o que está passando.

Quando essa comunicação não acontece — quando invalidamos, mesmo sem querer — a pessoa não só não se sente ajudada. Ela se sente pior do que antes de falar.

O que é invalidação — e por que fazemos isso

Invalidação é qualquer resposta que comunica, direta ou indiretamente, que a emoção ou experiência da outra pessoa está errada, é exagerada, não faz sentido, ou não deveria existir.

Exemplos comuns, todos ditos com boa intenção:

  • "Calma, não é tão grave assim."
  • "Mas você tem tanto para agradecer..."
  • "Todo mundo passa por isso."
  • "Para de pensar nisso e vai fazer alguma coisa."
  • "Você está exagerando."

O problema não é a intenção — é o efeito. Quem escuta essas frases geralmente sente vergonha de ter sentido o que sentiu, ou passa a duvidar da própria percepção. Com o tempo, aprende a não falar. Ou a explodir.

Os 6 níveis de validação

A psicóloga Marsha Linehan, criadora da DBT (Terapia Comportamental Dialética), descreveu seis formas de validar — do nível mais básico ao mais profundo. Você não precisa chegar ao nível 6 em toda conversa. Mas entender os níveis muda como você escuta.

  • Nível 1 — Presença. Estar de fato presente. Largar o celular. Fazer contato visual. Seu corpo diz que o que a pessoa está falando importa.
  • Nível 2 — Reflexão precisa. Repetir ou parafrasear o que ouviu, sem interpretar. "Você está dizendo que se sentiu ignorado naquele momento." Isso mostra que você realmente escutou.
  • Nível 3 — Leitura do não-dito. Perceber o que a pessoa está sentindo, mas não disse. "Parece que você está mais machucado do que bravo." Quando acertamos, a pessoa sente que foi vista.
  • Nível 4 — Entender a história. Contextualizar o que a pessoa sente a partir da sua história de vida. "Faz sentido você reagir assim — você cresceu num ambiente onde não podia confiar em ninguém."
  • Nível 5 — Normalizar no presente. Mostrar que qualquer pessoa razoável sentiria o mesmo nessa situação. "Qualquer um ficaria destruído com isso." Não é elogiar — é tirar a vergonha.
  • Nível 6 — Autenticidade radical. Tratar a pessoa como capaz. Não exagerar a fragilidade dela, não caminhar em ovos, não protegê-la da realidade. Falar verdade com respeito.

O erro mais comum

Maioria das pessoas pula direto para soluções. Alguém conta um problema e a resposta é imediata: conselhos, perspectivas, sugestões. O problema é que soluções antes da validação bloqueiam a escuta. A pessoa ainda está processando o que sentiu — e de repente está ouvindo o que deveria fazer a respeito.

Você não precisa resolver o problema de alguém para que ele se sinta amado. Às vezes basta que ele saiba que o que sente faz sentido.

Antes de oferecer qualquer solução, pergunte: "Você quer desabafar ou quer que eu ajude a pensar numa saída?" Essa pergunta simples muda completamente a qualidade da conversa.

Um exercício para esta semana

Escolha uma conversa difícil que você vai ter — ou que já tem com frequência. Antes de responder qualquer coisa, tente:

  • Ficar em silêncio por 5 segundos após a pessoa terminar de falar.
  • Repetir, com suas palavras, o que você entendeu que ela disse.
  • Perguntar: "Isso é isso?" ou "Faz sentido o que eu entendi?"
  • Só então, se ela quiser, oferecer perspectiva ou solução.

Parece simples. Raramente é. Mas o impacto nos relacionamentos — conjugais, parentais, de amizade — é imediato e profundo.

Baseado em: Linehan, M. M. DBT Skills Training Manual; Dahl, Stewart & Martell, ACT and RFT in Relationships.

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O que acontece quando você está em crise — e como sair

Como apagar incêndios emocionais: técnicas para você e para quem você ama

Você já tentou conversar com alguém em crise e percebeu que não adiantava? Ou tentou se acalmar usando lógica — e ficou mais agitado?

Existe uma razão para isso: quando estamos em crise emocional intensa, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio lógico fica temporariamente offline. Não é fraqueza. É biologia. E mudar o que está acontecendo requer entender o que o cérebro precisa naquele momento.

A janela de tolerância

Imagine um termômetro emocional. Existe uma faixa no meio — chamada de janela de tolerância — onde você consegue pensar, sentir e agir de forma funcional. Quando algo ativa demais seu sistema nervoso, você sai dessa janela de dois jeitos:

  • Para cima (hiperativação): ansiedade intensa, raiva, pânico, choro incontrolável, pensamentos acelerados. O sistema de alarme do corpo está a todo volume.
  • Para baixo (hipoativação): entorpecimento, dissociação, apatia extrema, sensação de estar "desligado". O corpo entrou em modo de congelamento.

Em qualquer dos dois estados, resolver problemas é quase impossível. O que você precisa primeiro é voltar para dentro da janela. Só então faz sentido conversar, tomar decisões ou analisar o que aconteceu.

Por que lógica não funciona em crise

Tentar raciocinar com alguém em crise é como tentar apagar um incêndio com papel. Primeiro você precisa de água.

Quando a amígdala — a estrutura do cérebro que processa ameaças — está ativada intensamente, ela literalmente reduz o fluxo de sangue para o córtex pré-frontal, que é onde acontece o raciocínio, a empatia e a tomada de decisão. Em linguagem simples: em crise, o cérebro animal assume o comando. E ele só quer sobreviver.

Isso explica por que frases como "calma" ou "pensa direito" não funcionam — e às vezes pioram. Elas chegam num sistema que, naquele momento, não consegue processar lógica.

Técnicas para regular — para você

Estas técnicas foram desenvolvidas e validadas na DBT (Terapia Comportamental Dialética) especificamente para momentos de crise intensa. Elas trabalham direto com o sistema nervoso — não com pensamentos.

  • Temperatura fria: água gelada no rosto, segurar gelo nas mãos, banho frio. A queda de temperatura ativa o reflexo de mergulho dos mamíferos, que reduz a frequência cardíaca em segundos. É fisiológico — funciona mesmo quando você não acredita que vai funcionar.
  • Exercício intenso breve: 5 minutos de pular, correr, fazer flexões. Queima o cortisol e a adrenalina em excesso. O corpo se preparou para agir — deixe-o agir.
  • Respiração com expiração longa: inspire por 4 tempos, expire por 7. A expiração longa ativa o nervo vago, que está diretamente ligado ao estado de calma. Não é meditação — é neurociência.
  • Grounding (ancoragem): nomeie 5 coisas que você vê, 4 que você toca, 3 que você escuta, 2 que você cheira, 1 que você prova. Traz o cérebro de volta ao presente e interrompe a ruminação.

Como ajudar alguém em crise

Se é outra pessoa que está em colapso, a tentação é resolver, explicar ou convencer. Isso geralmente piora. O que ajuda:

  • Presença calma, não palavras. Sua calma é contagiosa — literalmente. Nosso sistema nervoso co-regula com as pessoas ao redor. Ficar calmo é uma ação, não uma omissão.
  • Menos perguntas. Em crise, perguntas parecem interrogatório. Prefira afirmações: "Estou aqui." "Você não precisa resolver nada agora."
  • Não invalide o estado. "Para de exagerar" não acalma — envergonha. Vergonha em cima de crise é combustível em cima de fogo.
  • Pergunte o que a pessoa precisa. Às vezes ela quer silêncio. Às vezes quer ser abraçada. Às vezes quer só que alguém esteja na mesma sala.

O que fazer depois

Quando a crise passa e a pessoa voltou para dentro da janela de tolerância, faz sentido conversar sobre o que aconteceu. Não antes. Uma regra prática: se o coração ainda está acelerado, ainda não é hora.

Se você percebe que sai da janela com frequência — por coisas que outros não parecem afetados da mesma forma — isso pode indicar que seu sistema de ativação emocional está calibrado de forma diferente. É algo que se trabalha em psicoterapia, com resultados muito bons.

Baseado em: Linehan, M. M. DBT Skills Training; Siegel, D. J. The Developing Mind.

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Como identificar que algo antigo ainda te impacta

O que é trauma de verdade — e como ele aparece na vida adulta

Quando a palavra "trauma" aparece, a maioria das pessoas pensa em guerra, acidentes graves ou abuso. E sim, essas são experiências traumáticas. Mas essa definição deixa de fora muito sofrimento real — e impede muitas pessoas de entender por que reagem do jeito que reagem.

A psicóloga Bessel van der Kolk tem uma frase que mudou a forma como a psicologia pensa sobre trauma: "O trauma não é o que aconteceu com você. É o que acontece dentro de você como resultado do que aconteceu." A diferença parece pequena. Na prática, muda tudo.

Trauma pequeno e grande

Psicólogos diferenciam dois tipos:

  • Trauma com T maiúsculo: eventos únicos e intensos — acidentes, perdas repentinas, violência, desastres. O tipo que a maioria associa à palavra.
  • Trauma com t minúsculo: experiências acumuladas ao longo do tempo, geralmente na infância — ser constantemente criticado, ter emoções ignoradas, crescer num ambiente imprevisível, não se sentir suficiente, ser comparado. Cada evento isolado parece "nada grave". O padrão todo deixa marcas profundas.

O segundo tipo é muito mais comum — e muito menos reconhecido. Quem viveu isso geralmente diz coisas como: "Não foi tão sério, outros passaram por coisas piores", "Meus pais fizeram o que podiam". Tudo verdade. E ao mesmo tempo, o impacto é real.

Como o trauma aparece — sem avisar

O cérebro traumatizado não arquiva experiências difíceis como memórias normais. Elas ficam armazenadas de forma fragmentada, com toda a carga emocional original intacta. Isso significa que, diante de algo que lembre — mesmo vagamente — a experiência original, o sistema nervoso reage como se estivesse acontecendo de novo.

O passado não está no passado quando o corpo ainda o carrega como presente.

Sinais de que algo antigo ainda está ativo:

  • Reações que parecem exageradas para a situação. Alguém faz uma crítica pequena e você fica destruído por horas. Parece desproporcional — porque para sua história, não é.
  • Padrões que se repetem. Relacionamentos que sempre terminam da mesma forma. Situações de trabalho que sempre chegam no mesmo ponto. A sensação de que "isso sempre acontece comigo".
  • Dificuldade de confiar — ou confiança em excesso. Ambos podem ser respostas ao mesmo tipo de experiência passada.
  • Hipervigilância. Estar sempre em alerta, checando o ambiente, monitorando expressões faciais das pessoas, incapaz de relaxar completamente.
  • Evitação. Lugares, pessoas, conversas, sentimentos — que o sistema nervoso aprendeu a associar a perigo.
  • Sensações corporais inexplicáveis. Tensão constante no peito, dor de estômago antes de certas situações, nó na garganta em momentos específicos. O corpo guarda o que a mente tentou esquecer.
  • Dificuldade de estar presente. A mente que vai embora, a sensação de estar "de fora", de assistir sua própria vida em vez de vivê-la.

O que não é trauma

É importante dizer: não toda dificuldade é trauma. Passar por situações difíceis e elaborá-las bem — com apoio, com recursos internos — é crescimento. O trauma ocorre quando a experiência excede a capacidade de processamento disponível naquele momento. O que era disponível dependia de muita coisa: a idade, o suporte ao redor, a intensidade do evento, a biologia individual.

Isso também significa que a mesma experiência pode ser traumática para uma pessoa e não para outra. Não é fraqueza. É contexto.

Por que "superar pelo esforço" raramente funciona

Trauma não é uma história que precisa ser recontada de forma diferente. É uma resposta do sistema nervoso que precisa ser processada. Por isso, tentar "pensar diferente" sobre o passado raramente resolve — o problema não está nos pensamentos, está no corpo.

Abordagens como EMDR, Somatic Experiencing, DBT e terapias focadas no trauma têm evidências sólidas de resultado porque trabalham com o corpo e o sistema nervoso, não só com a narrativa intelectual.

Quando procurar ajuda

Se você reconheceu algum desses padrões em si mesmo — especialmente se eles aparecem com frequência ou interferem em relacionamentos, trabalho ou bem-estar — vale conversar com um profissional. Não porque "algo está errado" com você. Mas porque o sistema nervoso pode aprender novas respostas. Não importa há quanto tempo carrega isso.

Baseado em: Van der Kolk, B. O Corpo Guarda as Marcas; Bennett-Levy et al., Experiencing CBT from the Inside Out.

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Como construir um relacionamento saudável — ou reconstruir

O que a ciência sobre casais revelou nos últimos 30 anos

Um dos maiores equívocos sobre relacionamentos é o de que os que funcionam é porque as pessoas são compatíveis de um jeito especial — e os que não funcionam é porque simplesmente não eram para ser.

Trinta anos de pesquisa pelo psicólogo John Gottman e, mais recentemente, pelos criadores da IBCT (Terapia Comportamental Integrativa de Casais) mostram algo bem diferente: relacionamentos saudáveis não dependem de compatibilidade perfeita. Dependem de habilidades específicas — a maior parte das quais não nos ensinam em lugar nenhum.

O ciclo que destrói — mesmo com amor

A maioria dos casais que chegam em terapia não perdeu o amor. O que perdeu foi a capacidade de sair de um ciclo que se repete — sempre pelo mesmo motivo, sempre com a mesma escalada, sempre com o mesmo desfecho.

A IBCT chama isso de padrão de interação polarizado. Funciona assim: uma pessoa quer mais proximidade — e pressionada a pessoa que quer mais espaço, que se fecha — o que faz a primeira pressionar ainda mais. Cada um, tentando se proteger do desconforto, acaba ativando exatamente o que mais teme no outro.

O problema não é nenhuma das duas pessoas. É o padrão entre elas. E padrões podem ser mudados.

O adversário num relacionamento em crise não é o parceiro. É o padrão que os dois construíram juntos — e que nenhum dos dois quer, mas ambos mantêm.

Aceitação e mudança — por que as duas são necessárias

A abordagem tradicional de terapia de casais focava em mudança: identificar o que está errado, comunicar melhor, negociar. A IBCT adicionou uma dimensão que faltava: aceitação.

Isso não significa resignação. Significa parar de tentar transformar o parceiro numa versão ideal que ele não é — e começar a entender de onde vêm as diferenças dele. Quando você entende a história por trás do comportamento do outro, a raiva muitas vezes vira compaixão. E compaixão cria espaço para mudança real.

  • Aceitação é parar de ver a diferença como falha e começar a ver como característica — que pode ser compreendida.
  • Mudança é identificar comportamentos concretos que prejudicam a relação e trabalhar para alterá-los — juntos, não um tentando consertar o outro.

O que os casais que funcionam fazem diferente

As pesquisas de Gottman identificaram comportamentos específicos que diferenciam casais que se mantêm unidos de forma satisfatória dos que se separam ou ficam juntos em sofrimento.

  • Reparação após conflito. Todos os casais brigam. A diferença está na capacidade de reparar — uma piada, um toque, um "me desculpe" que interrompe a escalada antes que vire guerra.
  • Curiosidade sobre o outro. Conhecer o mundo interno do parceiro — seus medos, seus sonhos atuais, não só os que tinha quando se conheceram. Gottman chama isso de mapas de amor.
  • Virar-se um para o outro. Quando alguém faz uma oferta de conexão — um comentário, um toque, um pedido de atenção — o parceiro percebe e responde. Essas ofertas são chamadas de bids. Ignorá-las, mesmo sem perceber, corrói o vínculo.
  • Gerenciar a influência mútua. Aceitar ser influenciado pelo parceiro. Casais em que uma ou ambas as partes resistem à influência do outro — precisam sempre ganhar, nunca ceder — têm taxas muito maiores de separação.

Quando reconstruir é possível

A IBCT tem dados: mesmo casais em sofrimento severo, com histórico de infidelidade, perda de confiança ou anos de conflito, conseguem reconstruir quando ambos estão comprometidos com o processo. O que é necessário:

  • Os dois quererem tentar — mesmo com desconfianças.
  • Disposição para entender a história do outro, não só defender a própria.
  • Aceitar que a relação vai ser diferente do que era — não uma restauração, mas uma reconstrução.

Quando a reconstrução não é possível — ou quando um relacionamento termina mesmo com esforço — a terapia também tem papel: fazer o luto de forma saudável, entender os padrões que cada um trouxe, e não repetir o que não funcionou.

Um ponto de partida

Se você está num relacionamento que está difícil, uma pergunta simples pode ser o ponto de partida: "Quando brigamos, o que estou tentando proteger — e o que meu parceiro está tentando proteger?" Nem sempre a briga é sobre o que parece ser. Debaixo do conflito sobre louça ou horários quase sempre existe algo sobre segurança, respeito ou pertencimento.

Reconhecer isso não resolve automaticamente. Mas muda o nível em que a conversa acontece. E esse é o primeiro passo.

Baseado em: Christensen & Jacobson, Reconcilable Differences; Dahl, Stewart & Martell, ACT and RFT in Relationships; Gottman, J. M. The Science of Trust.

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